A gente consome cultura… ou a cultura consome a gente?

Você já reparou como a gente acorda e, antes mesmo de falar “bom dia”, já consumiu um monte de coisa? Um vídeo aqui, uma música ali, um story, um meme… e pronto: o dia começou.
Mas hoje eu quero te fazer uma pergunta e é daquelas que dá uma travadinha antes de responder: “Você escolhe o que consome… ou só vai sendo levado?” Porque a verdade é que a gente vive mergulhado em cultura o tempo todo. E não tô falando só de filme cult ou exposição de arte, não. Tô falando de tudo:
- Do funk que toca no fone
- Da série que você maratona
- Da trend que você repete sem nem perceber
Tudo isso é cultura. E tudo isso deixa marca.
Outro dia eu comecei a assistir Griselda na Netflix.
E não é só mais uma série sobre crime. É sobre poder, sobrevivência, ambição… e também sobre como a gente se acostuma com certas narrativas.
Você começa assistindo pela curiosidade… e quando vê, já tá quase torcendo pela personagem. E aí vem aquele incômodo: “pera… por que eu tô torcendo por isso?” É aí que a gente percebe. A cultura não só entretém, ela molda.
E não para por aí.
Pensa numa música que você escutou essa semana. Talvez um funk, um som mais envolvente, algo que grudou na cabeça. Tipo quando você ouve Tá OK e, do nada, já tá repetindo o refrão sem nem perceber.
- A música muda seu humor.
- Muda sua energia.
- Muda até a forma como você se coloca no mundo naquele momento.
E isso não é pequeno. A cultura entra na gente de um jeito silencioso.
- Ela ensina o que é “normal”.
- Mostra o que é “desejável”.
- Define o que é “certo”, mesmo quando a gente não percebe.
Mas calma… isso não é um ataque à cultura, não.
Muito pelo contrário.
- A cultura também salva.
- Acolhe.
- Representa.
Principalmente pra quem, por muito tempo, não se viu em lugar nenhum.
Quando a gente se enxerga numa música, num personagem, numa história… isso tem um peso gigante. É pertencimento. Mas é aí que entra o ponto principal desse papo: A gente precisa parar de consumir no automático.
- Não é parar de ver série.
- Não é parar de ouvir música.
- Não é virar “crítico de tudo”.
É só começar a se perguntar: Isso aqui tá me fazendo bem? Eu me identifico com isso ou só tô seguindo o fluxo? Isso tá me influenciando de que forma?
Porque quando a gente entende isso… tudo muda. A gente deixa de ser só plateia. E começa a escolher o que entra. E no fim, talvez a pergunta nem seja: “Quem consome quem?” Mas sim:“O que eu tô deixando ficar em mim?”
Agora me conta, de verdade: O que você tem consumido ultimamente… e o que disso tem ficado em você?
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