Cinema brasileiro no Festival de Berlim tem oito ficções selecionadas

O cinema brasileiro no Festival de Berlim atravessa um momento histórico. Na edição de 2026 da Festival de Berlim, que acontece entre 12 e 22 de fevereiro, oito longas-metragens de ficção com participação brasileira integram diferentes mostras do evento. Com isso, o Brasil amplia sua presença em um dos festivais mais prestigiados do mundo.
Além do número expressivo de títulos, a seleção marca um feito inédito. Pela primeira vez, filmes desenvolvidos na Incubadora Paradiso chegam às telas de um grande festival internacional, reforçando a força do audiovisual nacional no cenário global.
Estreias globais reforçam a força do cinema brasileiro no Festival de Berlim
Entre os destaques do cinema brasileiro no Festival de Berlim, dois longas terão estreia mundial. Nosso Segredo, primeiro longa da atriz, dramaturga e cineasta Grace Passô, integra a mostra Perspectives, dedicada a realizadores emergentes. O projeto passou pela Incubadora Paradiso em 2021 e representa um novo passo na trajetória autoral da artista.
Ao mesmo tempo, Feito Pipa, dirigido por Allan Deberton e estrelado por Lázaro Ramos, Teca Pereira e Yuri Gomes, entra na mostra Generation, voltada a histórias com protagonismo infantojuvenil. Desenvolvido em edição anterior do programa, o filme amplia o alcance de narrativas brasileiras fora do eixo Rio–São Paulo.

Panorama, Generation e Forum ampliam a diversidade de narrativas
Além das estreias, o cinema brasileiro no Festival de Berlim marca presença em outras mostras relevantes. Na Panorama, conhecida por obras de forte dimensão política e social, entram Se eu fosse vivo… vivia, de André Novais, estrelado por Conceição Evaristo, e Isabel, de Gabriel Klinger, com Marina Person.

Enquanto isso, a Generation também exibe Quatro Meninas, de Karen Suzane, e Papaya, de Priscilla Kellen, este último na seção Kplus. Já a mostra Forum recebe Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaína Marques, obra reconhecida por sua abordagem autoral e experimental.

Dessa forma, o Brasil apresenta um conjunto diverso de estéticas, temas e públicos, o que reforça a maturidade criativa do setor.
Cinema brasileiro no Festival de Berlim avança também no mercado internacional
Além das exibições, o Brasil amplia sua atuação nos espaços de negócios do festival. No Berlinale Co-Production Market, o projeto Apneia, de Lô Politi, participa do Talent Project Market, iniciativa que promove encontros diretos com coprodutores e financiadores internacionais.
Assim, o festival não apenas exibe filmes brasileiros, como também cria oportunidades concretas para novas coproduções e parcerias globais.
Investimento em desenvolvimento sustenta o crescimento do audiovisual
Esse resultado não surge por acaso. Iniciativas de desenvolvimento, como a Incubadora Paradiso, acompanham projetos desde a escrita até a circulação internacional. Com isso, os realizadores ganham tempo, estrutura e troca criativa para amadurecer suas obras.
Em síntese, o cinema brasileiro no Festival de Berlim confirma um ciclo virtuoso. Mais visibilidade internacional gera novos caminhos de financiamento, fortalece carreiras e amplia o diálogo do Brasil com o cinema mundial. O momento atual mostra que o audiovisual brasileiro não apenas participa, mas também se consolida como uma força criativa global.er identidade.
Compartilhe:





