Uma Batalha após a Outra: vale o Oscar 2026?

Fui assistir Uma Batalha após a Outra com aquela sensação típica de temporada de premiações: expectativa alta, sala cheia de cinéfilos atentos e o peso de estar diante de um dos favoritos ao Oscar 2026. O novo filme de Paul Thomas Anderson, estrelado por Leonardo DiCaprio, não é apenas ambicioso ele é provocativo, político e, acima de tudo, intenso.
No entanto, a pergunta que fica é direta: Uma Batalha após a Outra realmente merece o Oscar? Ou estamos diante de um filme que impressiona mais pelo nome envolvido do que pelo impacto real?
Ao longo das suas 2h42 de duração, o longa mistura drama político, ação e sátira social. E, justamente por isso, ele provoca reações apaixonadas tanto positivas quanto críticas.
Uma Batalha após a Outra é o filme do momento?
Desde sua estreia, o filme virou assunto obrigatório. Críticos destacam a ousadia narrativa de Paul Thomas Anderson, enquanto parte do público se divide entre fascínio e cansaço.
Inspirado livremente em Vineland, de Thomas Pynchon, Uma Batalha após a Outra transporta o espírito revolucionário do passado para o cenário político contemporâneo. Assim, o diretor abandona o recorte histórico que marcou obras como Sangue Negro e O Mestre e mergulha no caos do século 21.
Logo no início, percebemos que o filme não quer ser confortável. Pelo contrário, ele nos joga em um cenário de conflitos sociais, tensões ideológicas e crises familiares. Portanto, não se trata apenas de ação trata-se de sobrevivência emocional em tempos turbulentos.
Leonardo DiCaprio sustenta Uma Batalha após a Outra?
Se existe um ponto de consenso, é a atuação de Leonardo DiCaprio. Interpretando um ex-revolucionário desajustado que tenta proteger a filha enquanto enfrenta fantasmas do passado, o ator equilibra humor e fragilidade.
Além disso, DiCaprio abraça o ridículo quando necessário. Ele corre, tropeça, grita, esquece senhas importantes e, ao mesmo tempo, transmite uma humanidade quase desesperadora. Consequentemente, sua performance é um dos grandes trunfos do filme.

Por outro lado, o elenco de apoio também chama atenção. Sean Penn surge quase caricatural como antagonista, enquanto Chase Infiniti entrega uma presença forte e silenciosa como Willa. Ainda assim, nem todos os personagens recebem o mesmo desenvolvimento, o que pode afastar parte do público.
Uma Batalha após a Outra vale o Oscar 2026?
Tecnicamente, o filme é impressionante. A fotografia em VistaVision oferece textura e profundidade raras no cinema contemporâneo. Da mesma forma, a trilha sonora de Jonny Greenwood cria tensão constante, ainda que, em alguns momentos, pese além do necessário.
Contudo, o que realmente coloca Uma Batalha após a Outra na corrida pelo Oscar 2026 é sua ambição. Paul Thomas Anderson constrói um épico moderno que tenta capturar o espírito de uma geração marcada por crises políticas, polarização e incerteza.
Entretanto, a narrativa extensa e os múltiplos núcleos podem diluir a força dramática. O filme alterna entre genialidade e exagero. Em determinados momentos, a sátira ganha espaço demais; em outros, o drama perde densidade.
Ainda assim, é inegável: estamos diante de um dos filmes mais discutidos do ano. E isso, por si só, já o coloca no centro da temporada de premiações.

Onde assistir Uma Batalha após a Outra no Brasil
Para quem quer tirar suas próprias conclusões, ainda é possível encontrar Uma Batalha após a Outra em exibição em algumas salas de cinema pelo Brasil. Embora a presença já esteja mais restrita, o filme continua em cartaz em sessões selecionadas, principalmente nas grandes capitais.
Além disso, quem prefere assistir no conforto de casa pode recorrer ao streaming. O longa já está disponível no catálogo da HBO Max, o que facilita o acesso para assinantes da plataforma.
Portanto, seja na tela grande ou no streaming, o filme segue acessível. E, sinceramente, essa é uma obra que merece ser vista com atenção nem que seja para discordar.
Minha conclusão sobre Uma Batalha após a Outra
Saí da sessão pensando menos em estatuetas e mais na sensação que o filme deixou. Uma Batalha após a Outra não é perfeito. Ele é longo, excessivo e, às vezes, autoconsciente demais.
Porém, também é ousado. É provocador. É cinema tentando dialogar com seu tempo sem pedir licença.
Se vai ganhar o Oscar 2026? Ainda é cedo para afirmar. Contudo, uma coisa é certa: poucos filmes neste ano geraram tanta conversa quanto Uma Batalha após a Outra.
E talvez, no fim das contas, essa já seja uma vitória.
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