Durante uma participação hoje (04) no programa CBS Sunday Morning, Michael B. Jordan revelou que interpretar Erik Killmonger em Pantera Negra teve um impacto maior do que ele imaginava. Embora o filme tenha sido lançado em 2018, o ator contou que precisou recorrer à terapia após o fim das gravações para conseguir se desvincular emocionalmente do personagem. A declaração reacende debates importantes sobre os limites da atuação e o peso psicológico de papéis intensos no cinema contemporâneo.
Um vilão que não ficou apenas em cena
Desde o início, Jordan explicou que Killmonger não foi um papel simples de abandonar. Segundo o ator, mesmo depois do término das filmagens, o personagem continuou presente em sua rotina e em seu estado emocional. Por isso, a decisão de buscar terapia surgiu como uma forma de entender esse processo e, principalmente, aprender a se desligar de um papel que exigiu tanto mergulho interno.
Além disso, o ator comentou que, naquele momento da carreira, ainda estava aprendendo a reconhecer os próprios limites. A experiência serviu como um alerta sobre a necessidade de criar mecanismos de saída após personagens emocionalmente carregados, algo que muitos atores só percebem depois de situações semelhantes.
A solidão por trás da preparação
Ao aprofundar o relato, Michael B. Jordan falou sobre a solidão que envolve o trabalho de atuação. Segundo ele, audições, estudos de personagem e preparação costumam ser feitos de forma individual, o que pode intensificar o isolamento emocional. Nesse contexto, interpretar Killmonger exigiu ainda mais recolhimento, já que o personagem carrega frustrações profundas e uma visão de mundo moldada pela dor.
Enquanto se preparava para o papel, Jordan contou que se afastou da família e reduziu o contato com pessoas próximas. Essa escolha fazia parte da construção do personagem, mas acabou contribuindo para que ele permanecesse emocionalmente conectado a Killmonger mesmo após o fim do projeto.

Killmonger além do estereótipo
Por outro lado, o impacto do personagem também está diretamente ligado à forma como ele foi escrito e interpretado. Killmonger não é um vilão comum dentro do universo Marvel. A trajetória do personagem reúne abandono, traições institucionais e um sentimento constante de injustiça. Dessa forma, ele se tornou um dos antagonistas mais complexos do estúdio.
Jordan destacou que Erik Killmonger é alguém que nunca experimentou o amor de forma genuína. Esse vazio emocional, somado às falhas dos sistemas que o cercaram, moldou sua raiva e frustração. Assim, ao dar vida a esse personagem, o ator precisou acessar sentimentos densos, o que explica a dificuldade em se desvincular totalmente dele.
O legado de Pantera Negra
Enquanto isso, o impacto de Pantera Negra vai muito além da experiência individual de seu elenco. O filme se consolidou como um marco cultural e comercial para a Marvel. Em 2018, o longa arrecadou mais de US$ 1 bilhão em bilheteria, recebeu indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, e a crítica o elogiou amplamente.
Além disso, o filme apresentou Chadwick Boseman ao grande público como T’Challa, o rei de Wakanda. A morte do ator, em 2020, levou a Marvel a reconstruir completamente os planos para a franquia. Pantera Negra: Wakanda Para Sempre assumiu o luto como parte central da narrativa e transferiu o manto do herói para Shuri, vivida por Letitia Wright, em um movimento já conhecido dos quadrinhos.
O futuro da franquia
Atualmente, Pantera Negra 3 ainda não foi confirmado oficialmente pela Marvel Studios. No entanto, o projeto é tratado como certo dentro do planejamento do estúdio. Embora não exista uma data definida, a expectativa é que o filme chegue aos cinemas após os próximos eventos dos Vingadores.
Por fim, o relato de Michael B. Jordan ajuda a entender por que Killmonger continua sendo lembrado até hoje. Mais do que um antagonista marcante, ele representa como personagens bem construídos podem ultrapassar a tela e deixar marcas reais em quem os interpreta.
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