Halloween: como brasileiros usam IA para criar imagens inspiradas no cinema de terror

Halloween: como brasileiros usam IA para criar imagens inspiradas no cinema de terror
Foto: Divulgação

Pesquisa da Adobe revela preferência nacional por composições sombrias, monstros e cenários cinematográficos em criações feitas com inteligência artificial generativa

A estética dos filmes de terror também está ganhando espaço na arte digital produzida com inteligência artificial. No Brasil, imagens com monstros, sombras, neblina e referências a cenas cinematográficas aparecem com frequência nos comandos utilizados para gerar ilustrações de Halloween. É o que aponta um levantamento da Adobe, baseado em milhões de prompts anonimizados do Firefly em 15 países.

Entre os dados que chamam a atenção está a presença do termo “cinematográfico”, utilizado nos comandos brasileiros 80% acima da média internacional. As referências a imagens “misteriosas” aparecem 72% acima do índice dos demais países, enquanto “aterrorizante” registra frequência 65% superior.

Os resultados mostram como referências visuais do cinema de terror influenciam a criação de imagens com ferramentas generativas. Em vez de apostar apenas em figuras tradicionais do Halloween, os brasileiros demonstram preferência por composições mais sombrias e atmosferas que remetem a produções audiovisuais do gênero.

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Monstros, sombras e neblina compõem a estética brasileira

A construção visual das imagens também apresenta características próprias. Segundo a pesquisa, o termo “monstro” aparece 92% acima da média dos 15 países analisados, sendo um dos elementos que mais diferenciam as criações brasileiras.

Os palhaços também têm presença expressiva, com frequência 42% superior à média internacional. Já as referências a sombras aparecem 53% acima do índice global, enquanto a neblina registra 44% a mais.

Na composição dos cenários, abóboras, morcegos e teias de aranha continuam entre os elementos mais recorrentes. Entretanto, lápides e cemitérios também ganham destaque: as primeiras aparecem 47% acima da média internacional, enquanto os segundos registram frequência 22% superior.

A combinação desses elementos ajuda a construir imagens que exploram características tradicionais do horror, como ambientes escuros, figuras ameaçadoras e cenários misteriosos.

Vermelho e roxo reforçam a identidade visual das criações

As escolhas cromáticas também ajudam a compreender a estética das imagens produzidas com inteligência artificial. Preto e laranja continuam associados ao imaginário tradicional do Halloween, mas o levantamento identificou uma presença maior de roxo e vermelho nos comandos brasileiros.

O roxo aparece 22% acima da média internacional, enquanto o vermelho registra frequência 20% superior. A escolha de cores intensas acompanha a preferência por imagens mais dramáticas e composições inspiradas no cinema de terror.

Outro dado que chama a atenção é a presença de referências a sangue, 65% acima da média dos países analisados. O Brasil apresentou o maior índice nesse aspecto.

Inteligência artificial amplia possibilidades da arte digital

Ferramentas de inteligência artificial generativa permitem transformar descrições textuais em imagens, experimentando estilos, cores, personagens e diferentes propostas visuais. No caso do Halloween, esse processo abre espaço para explorar referências do terror, da fantasia e do cinema por meio de composições criadas a partir de comandos.

A Adobe também disponibiliza o Halloween Costume Try-On, recurso do Firefly que permite utilizar uma fotografia pessoal para experimentar diferentes fantasias geradas com inteligência artificial.

A pesquisa reforça como ferramentas generativas estão incorporando referências culturais e estéticas de diferentes países. No Brasil, os resultados apontam para uma linguagem visual marcada pelo suspense, pelo horror e por elementos característicos das produções cinematográficas do gênero.

Como a pesquisa foi realizada

O levantamento da Adobe considerou milhões de prompts anonimizados e agregados do Firefly em 15 países: Estados Unidos, Reino Unido, México, Colômbia, Canadá, França, Espanha, Japão, Alemanha, Itália, Austrália, Argentina, Brasil, Coreia do Sul e Índia.

Para permitir a comparação entre os mercados, os comandos foram traduzidos para o inglês. A frequência dos termos corresponde à sua participação no total de prompts de cada país, utilizando a média simples dos 15 mercados como referência.

Os dados sobre tendências gerais, símbolos, tonalidades e cores abrangem o período de janeiro de 2025 a setembro de 2026. Já as informações sobre fantasias consideram registros de janeiro de 2024 a setembro de 2026.

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