Ser autêntico virou tendência… mas quem ainda é de verdade?

Hoje em dia, todo mundo fala sobre ser autêntico. Seja você mesmo, não ligue para a opinião dos outros, viva sua verdade. Parece até bonito, né? E de fato é. Mas deixa eu te perguntar uma coisa com sinceridade: quando todo mundo começa a falar a mesma coisa… isso ainda é autenticidade ou já virou mais uma tendência? Porque a sensação que dá é que até o “ser diferente” está ficando igual.
A gente vive um momento em que todo mundo quer se destacar, mas ao mesmo tempo segue os mesmos padrões, as mesmas estéticas, os mesmos discursos. E não estou falando isso de um lugar de crítica pesada, não, estou falando de um lugar de observação mesmo, porque isso acontece com todo mundo – comigo, com você, com quem está lendo isso agora.
A cultura sempre influenciou quem a gente é, isso não é novidade. O que mudou foi a velocidade. Hoje, uma ideia viraliza em horas, um comportamento vira padrão em dias, e quando a gente percebe, já está reproduzindo algo que nem sabe de onde veio. E aí entra um ponto importante: será que a gente está sendo autêntico ou só adaptando a nossa versão para caber no que está sendo validado naquele momento?
Porque ser autêntico não é só falar que é, não é só postar sobre isso, não é só se posicionar quando é confortável. Ser autêntico, de verdade, às vezes é até desconfortável. Às vezes é não seguir a tendência, é não entrar em uma conversa só porque todo mundo está falando, é sustentar uma opinião mesmo quando ela não rende aplauso.
E vamos combinar uma coisa? A gente gosta de validação. Todo mundo gosta. Gostar não é o problema. O problema é quando a validação começa a definir quem a gente é. Quando a gente começa a ajustar o que fala, o que posta, o que vive… para caber melhor na aceitação dos outros. E isso acontece de um jeito tão sutil que, quando a gente percebe, já está fazendo sem nem questionar. E talvez seja aí que a gente precisa parar um pouco e se observar mais. Não para se cobrar, mas para entender. O que é realmente seu? O que você gosta de verdade? O que você faria se ninguém estivesse olhando?
Porque no meio de tanta informação, tanta influência, tanta cultura sendo criada e recriada o tempo todo, ser autêntico talvez não seja sobre se destacar – talvez seja sobre se reconhecer. E isso dá trabalho. Dá dúvida. Dá insegurança. Mas também dá liberdade.
Agora eu quero te trazer pra esse papo de verdade: você sente que está sendo você mesmo… ou uma versão sua que funciona melhor para os outros? E mais: se ninguém curtisse, comentasse ou compartilhasse… você ainda faria as mesmas escolhas?
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