Meryl Streep relembra desvalorização de O Diabo Veste Prada nos bastidores

Meryl Streep relembra desvalorização de O Diabo Veste Prada nos bastidores
Foto: Reprodução

Atriz afirma que filme teve orçamento reduzido após ser visto como aposta menor na época

Hoje tratado como um dos filmes mais marcantes dos anos 2000, O Diabo Veste Prada nem sempre foi visto dessa forma dentro da indústria. Em entrevista recente, Meryl Streep revelou que o longa enfrentou cortes de orçamento ainda na produção, por ser considerado um projeto de menor relevância.

Segundo a atriz, a percepção de que se tratava de um filme voltado para o público feminino acabou impactando diretamente o investimento. A equipe precisou adaptar a produção à realidade disponível, mesmo com um elenco forte e uma história que já demonstrava potencial.

O resultado, no entanto, seguiu outro caminho. Lançado em 2006, o filme ultrapassou US$ 326 milhões em bilheteria e se consolidou como um sucesso global, além de ganhar status de referência cultural ao longo dos anos.

Olhar sobre a indústria mudou, mas não totalmente

Ao revisitar o tema em entrevista ao programa de Stephen Colbert, Streep também comentou como esse tipo de cenário vem mudando, ainda que de forma gradual. Produções com foco em personagens femininas passaram a receber mais atenção e investimento, especialmente nos últimos anos.

A atriz citou como exemplo o caso de Barbie, que chegou aos cinemas com uma estrutura robusta e grande apoio dos estúdios, mostrando uma diferença clara em relação ao que acontecia na época de O Diabo Veste Prada.

Mesmo assim, a comparação também levanta um ponto importante: o reconhecimento desse tipo de projeto não aconteceu de forma imediata, mas sim ao longo do tempo, conforme o público passou a responder de maneira mais consistente.

Continuação chega em novo momento

A discussão sobre os bastidores do primeiro filme acontece justamente quando a história se prepara para ganhar uma nova fase. A sequência já está confirmada e deve chegar aos cinemas no fim de abril de 2026.

Na trama, Miranda Priestly enfrenta mudanças na própria carreira e precisa lidar com um cenário diferente dentro da indústria, enquanto personagens conhecidos retornam em novos papéis.

O primeiro longa acompanhava Andy, uma jovem jornalista que entra no competitivo ambiente de uma revista de moda e passa a trabalhar diretamente com Miranda. Com o tempo, a história ganhou espaço não só pelo universo retratado, mas também pela forma como abordou relações de trabalho e ambição.

No fim, a fala de Streep reforça um contraste curioso. Um filme que começou com menos investimento do que poderia hoje é lembrado como um dos mais relevantes do seu gênero e volta ao centro das atenções justamente quando ganha uma nova continuação.

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