Backrooms: Um Não-Lugar transforma creepypasta da internet em experiência no cinema

Filme inspirado na websérie de Kane Parsons leva o universo das Backrooms para as telas e desperta curiosidade sobre a origem do fenômeno online
Assistimos Backrooms: Um Não-Lugar, nosso primeiro contato com esse universo da creepypasta, e agora caçar os vídeos de origem no YouTube virou praticamente um dever.
A ideia aqui é te dar um norte para entender o que está por vir, porque o filme claramente estourou uma bolha. E talvez esse seja um dos maiores méritos do longa: despertar curiosidade. Ao sair da sessão, a sensação é de querer mergulhar ainda mais naquele universo estranho e perturbador.
Tudo começou quando um jovem de 16 anos criou uma websérie baseada em sua própria versão de uma lenda urbana da internet. A ideia ficou tão sólida que conseguiu chegar aos cinemas em formato de filme, que estreia hoje (28).
O que são as Backrooms?
Vamos por partes: creepypastas são lendas urbanas que ganham força em fóruns e comunidades online. Conforme se espalham, essas histórias vão crescendo e criando vida própria. Entre elas estão justamente as Backrooms.
A ideia central é simples e perturbadora: um escritório vazio, cheio de corredores e salas aparentemente infinitas, formando um labirinto sem fim. De alguma forma, o protagonista encontra uma entrada para uma dessas Backroom e acaba preso por sua curiosidade nesse ambiente e tem a necessidade de descobrir mais sobre esse universo paralelo.
Como dissemos no início, a história foi ganhando diferentes versões e interpretações pela internet. Dentro desse universo, surgiram os chamados “níveis”, cada um com regras, perigos e características próprias. É aí que entra a visão de Kane Parsons.
O criador adiciona elementos que deixam esse universo ainda mais instigante: pessoas sendo teleportadas para dentro do escritório, figuras usando roupas amarelas de contenção, trazendo aquela esperança de que exista alguma explicação e, principalmente, sons estranhos que deixam claro que não estejamos sozinhos naquele labirinto.

Filme transforma o desconforto das Backrooms em experiência de cinema
E o filme consegue transformar tudo isso em uma experiência realmente desconfortável. O clima funciona, a tensão cresce conforme os corredores parecem se repetir infinitamente e a sensação de confusão acaba fazendo parte da própria proposta da obra.
Os sons ajudam muito na construção desse incômodo constante. Pequenos ruídos, ecos e barulhos distantes fazem o espectador sentir que algo pode surgir a qualquer momento. A estética também funciona muito bem na tela grande, principalmente pela sensação de vazio e isolamento que o filme transmite o tempo todo.
Logo no começo do filme já fica evidente que a trama não será apenas sobre alguém tentando escapar das Backrooms. Existe também um desenvolvimento fora daquele ambiente, ampliando o mistério em torno da história.

Do YouTube para os cinemas
Para quem já acompanha a série de Kane Parsons no YouTube, o filme provavelmente ajuda a esclarecer diversos pontos desse universo. Para nós, que começamos justamente pelo longa, fica quase inevitável fazer o caminho inverso e mergulhar depois nos vídeos originais.
É curioso perceber como uma história nascida em fóruns da internet conseguiu atravessar plataformas e agora ganhar vida nos cinemas.
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