Resident Evil Requiem chega em 27 de fevereiro e conecta 30 anos de terror, ação e sobrevivência

O lançamento de Resident Evil Requiem, marcado para 27 de fevereiro, não representa apenas a chegada de um novo jogo. Na prática, ele funciona como um ponto de convergência para tudo o que a franquia construiu ao longo de quase três décadas. Ao unir dois protagonistas com estilos distintos, o novo capítulo busca equilibrar o terror de sobrevivência clássico com a ação que marcou fases importantes da série.
Além disso, Requiem surge como parte da celebração dos 30 anos de Resident Evil, assumindo a responsabilidade de dialogar com o passado enquanto aponta para o futuro da saga.
Dois protagonistas, duas experiências
Em Resident Evil Requiem, a narrativa se divide entre Leon S. Kennedy, um dos personagens mais icônicos da franquia, e Grace Ashcroft, nova protagonista ligada diretamente aos eventos de Raccoon City. Essa escolha impacta diretamente o gameplay.


Enquanto Leon conduz segmentos mais voltados à ação, com combates diretos e maior poder ofensivo, Grace representa o lado mais frágil da experiência. Com ela, o jogo desacelera, exige furtividade, gerenciamento rigoroso de recursos e atenção constante ao ambiente. Dessa forma, o título alterna tensão psicológica e adrenalina, algo que a franquia vem tentando equilibrar há anos.
Das origens ao caos: o nascimento do survival horror
A base de tudo começa com Resident Evil, que apresentou a Mansão Spencer e definiu os pilares do gênero: exploração, puzzles, inventário limitado e medo constante. Logo depois, Resident Evil 0 aprofundou os eventos que antecederam o surto, reforçando a importância da Umbrella e dos experimentos biológicos.
A destruição de Raccoon City ganhou força em Resident Evil 2, que ampliou a escala da narrativa e apresentou Leon ao público, e em Resident Evil 3: Nemesis, que transformou a perseguição constante em elemento central do medo. Já Resident Evil Code: Veronica levou a história além dos Estados Unidos, aprofundando conspirações internas da Umbrella.
A virada para a ação e a mudança de identidade



A franquia passou por uma transformação definitiva com Resident Evil 4. A câmera sobre o ombro e o foco maior em combate redefiniram a experiência e influenciaram toda a indústria. Em seguida, Resident Evil 5 ampliou a ação e apostou no cooperativo, enquanto Resident Evil 6 levou esse conceito ao extremo, com múltiplas campanhas e ritmo cinematográfico.
Apesar do sucesso comercial, essa fase afastou parte do público que buscava o terror clássico.
O retorno ao medo e o novo ciclo da série


A resposta veio com Resident Evil 7: Biohazard, que trouxe o medo de volta ao centro da experiência. A vulnerabilidade do jogador, o terror psicológico e a atmosfera opressiva resgataram a essência da franquia. Já Resident Evil Village expandiu essa fórmula, misturando ação e horror em maior escala.
Paralelamente, títulos como Resident Evil Revelations e Resident Evil Revelations 2 ajudaram a manter o foco no suspense e na narrativa entre os grandes lançamentos.
Remakes e a reconstrução do legado



Nos últimos anos, a Capcom também revisitou seus clássicos. Resident Evil 2 (Remake) redefiniu o padrão moderno da franquia, seguido por Resident Evil 3 (Remake) e Resident Evil 4 (Remake). Esses títulos não apenas atualizaram gráficos e mecânicas, como também reforçaram a identidade da série para uma nova geração.
Por que Resident Evil Requiem importa agora
Resident Evil sempre alternou entre ciclos de terror puro e ação intensa. No entanto, Resident Evil Requiem parece assumir conscientemente esse histórico. Ao reunir dois estilos distintos dentro do mesmo jogo, ele propõe uma síntese da franquia.


Mais do que celebrar o passado, o novo capítulo sugere um caminho para o futuro. Se conseguir equilibrar medo, narrativa e combate, Requiem pode se tornar um dos jogos mais representativos da história da série.
Com lançamento marcado para 27 de fevereiro, o título chega para PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC e Nintendo Switch 2, carregando a expectativa de fãs antigos e novos. Afinal, poucas franquias conseguem revisitar suas origens sem deixar de evoluir e Resident Evil parece pronto para tentar mais uma vez.
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