Digger: filme de Tom Cruise demora a engrenar, mas surpreende na reta final

Digger: filme de Tom Cruise demora a engrenar, mas surpreende na reta final
Foto: Divulgação

Produção de Alejandro G. Iñárritu começa como uma história de catástrofe e muda de direção ao revelar o que está por trás das cenas

Digger, novo filme de Alejandro G. Iñárritu com Tom Cruise, começa apresentando uma história que parece caminhar para uma grande catástrofe. Durante a primeira hora, acompanhamos o dono de uma empresa envolvida na extração de petróleo, zinco e outros minérios, enquanto suas decisões colocam diversas vidas em risco.

O empresário entra em conflito com sua própria equipe e também com o presidente dos Estados Unidos. Em determinado momento, ele vai ao parlamento para tentar justificar a realização de uma escavação no meio do oceano.

A situação fica ainda mais complicada quando um iceberg começa a se aproximar de cidades vizinhas. Para evitar uma tragédia, caças militares são enviados para destruir a estrutura.

Uma primeira hora cansativa

É nessa parte que Digger pode exigir um pouco de paciência do espectador. A primeira hora apresenta muitos acontecimentos e conflitos, mas demora para deixar claro para onde a história realmente está caminhando.

Os caças sobrevoam o oceano, lançam bombas e conseguem destruir o icebergue em 20 pedaços, número confirmado por um dos comandantes.

O presidente dos Estados Unidos também participa da operação. Com problemas de saúde e utilizando uma bomba de ar, ele acaba imobilizado dentro de um dos caças. Tom Cruise então entra em ação para ajudá-lo.

É nesse momento que o filme começa a mostrar que existe algo diferente acontecendo.

O filme muda de direção

A narrativa de Digger passa por uma mudança importante ao longo da projeção, alterando a maneira como os acontecimentos apresentados inicialmente podem ser interpretados.

Essa virada ajuda a explicar por que o começo do filme parece mais arrastado e faz com que os acontecimentos ganhem outra perspectiva na parte final.

O problema é que, para explicar qual é essa mudança, inevitavelmente entregaríamos um dos principais elementos da experiência de assistir ao filme.

Filme encontra seu ritmo no final

Com duas horas e dez minutos de duração, Digger pode parecer cansativo em alguns momentos. Há quem tenha gostado da produção, mas também existe a percepção de que o filme demora para chegar ao ponto que realmente desperta interesse.

Para mim, é justamente na parte final que a história se torna mais interessante. Depois de uma primeira hora mais arrastada, a narrativa ganha outro ritmo e passa a fazer mais sentido, dando novo significado aos acontecimentos apresentados anteriormente.

Digger começa como uma história de catástrofe, mas termina seguindo um caminho diferente do que o espectador pode imaginar. O percurso até essa mudança pode ser cansativo, mas a conclusão ajuda a justificar a construção da história.

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