Rock in Rio 2026: Foo Fighters, shows e filas na Cidade do Rock

LazCult acompanhou o primeiro dia do festival e encontrou grandes apresentações, organização eficiente e longas filas nas ativações de marcas
Se musicalmente a estreia entregou praticamente tudo o que se esperava, fora dos palcos a experiência foi bem menos previsível. Entre grandes apresentações, atrações disputadas, ativações de marcas e filas que pareciam não ter fim, o primeiro dia do Rock in Rio 2026 mostrou que aproveitar a Cidade do Rock exige muito mais do que escolher quais shows assistir.
O Rock in Rio 2026 abriu oficialmente seus portões nesta sexta-feira, 4 de setembro, para mais uma edição de um dos maiores festivais de música do mundo. O LazCult esteve presente na Cidade do Rock para acompanhar de perto a primeira noite e viver a experiência completa do festival.
E já podemos adiantar: foi um dia intenso.
De um lado, uma organização que impressionou, shows começando com pontualidade, estrutura grandiosa e apresentações capazes de justificar a expectativa criada durante meses. Do outro, uma verdadeira maratona para quem decidiu explorar as ativações das marcas e tentar levar para casa alguns dos brindes mais disputados desta edição.
Entre uma coisa e outra, ainda encontramos tempo – e coragem – para andar de montanha-russa em pleno Rock in Rio.
Organização e pontualidade merecem destaque

Antes de falar dos shows, um dos primeiros pontos positivos desta edição precisa ser ressaltado: a organização do festival funcionou muito bem durante nossa experiência no primeiro dia.
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Mesmo diante da dimensão gigantesca da Cidade do Rock e da quantidade de pessoas circulando simultaneamente pelo espaço, encontramos uma estrutura organizada e, principalmente, uma programação que respeitou seus horários.
Pode parecer apenas um detalhe, mas em um festival desse tamanho a pontualidade faz toda a diferença.
Quando existem vários palcos, atrações, experiências e ativações acontecendo simultaneamente, alguns minutos de atraso podem comprometer todo o planejamento do público. Nesse sentido, o primeiro dia mostrou uma operação bastante eficiente.
Além disso, a estrutura impressiona mesmo quem já acompanhou outras edições. O Rock in Rio deixou há muito tempo de ser apenas uma sequência de shows. Hoje, entrar na Cidade do Rock significa encontrar praticamente um parque de diversões dedicado à música e ao entretenimento.
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Capital Inicial transforma o Sunset em uma celebração do rock brasileiro

Entre os grandes momentos que acompanhamos esteve o encontro do Capital Inicial com Dado Villa-Lobos. A apresentação transformou o Palco Sunset em uma celebração do rock de Brasília, passando pela própria história do Capital e, ao mesmo tempo, revisitando músicas que atravessaram gerações.
Canções ligadas à Legião Urbana ganharam espaço no repertório, incluindo “Será”, “Quase Sem Querer”, “Tempo Perdido” e “Que País É Este”.
Para quem cresceu ouvindo essas músicas, foi impossível não entrar no clima. Dinho Ouro Preto também deixou uma informação que imediatamente despertou a curiosidade dos fãs. Durante a apresentação, o vocalista indicou que uma revelação importante e positiva envolvendo o Capital Inicial deverá acontecer dentro dos próximos 60 dias.
O conteúdo do anúncio, naturalmente, permaneceu em segredo. Agora fica a expectativa. E, considerando a reação do público ao show no Rock in Rio, qualquer novidade relacionada ao futuro da banda certamente encontrará uma base de fãs bastante interessada.
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Foo Fighters entrega o grande momento da noite

Se havia uma banda que carregava enorme expectativa antes da abertura dos portões, era o Foo Fighters. E Dave Grohl e companhia mostraram rapidamente por quê.
Desde os primeiros minutos, o grupo assumiu completamente o Palco Mundo e entregou aquele tipo de apresentação que parece feita especificamente para grandes festivais: guitarras altas, refrões cantados por milhares de pessoas e uma conexão constante entre banda e público.
O repertório passou por diferentes momentos da carreira e trouxe músicas fundamentais da trajetória do Foo Fighters.
“All My Life”, “The Pretender” e, naturalmente, “Everlong” ajudaram a transformar o encerramento em um dos grandes acontecimentos do primeiro dia.
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Mais do que simplesmente executar seus sucessos, o Foo Fighters mostrou novamente sua força ao vivo. Dave Grohl continua sendo um frontman capaz de conduzir uma multidão com enorme naturalidade. Em determinados momentos, basta um gesto ou o início de um riff para a Cidade do Rock responder.
Para quem esperou o dia inteiro pelo headliner, a recompensa veio em forma de um show gigantesco.
Rise Against, The Hives e Nova Twins completam a noite de rock

Entretanto, o primeiro dia não viveu apenas de Foo Fighters e Capital Inicial. A programação do festival reúne atrações de diferentes estilos e gerações ao longo dos sete dias.
O Rise Against preparou o terreno para o encerramento no Palco Mundo com uma apresentação rápida, intensa e direta. O punk rock da banda funcionou especialmente bem dentro da proposta de uma noite dedicada às guitarras.
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Antes disso, The Hives levou sua conhecida energia para o palco, enquanto Nova Twins ajudou a abrir a programação mostrando uma sonoridade pesada e moderna.
No Sunset, a nostalgia brasileira também apareceu no encontro entre Detonautas e Biquini, reforçando uma característica interessante da programação desta sexta-feira: diferentes gerações do rock dividiram espaço durante todo o dia.
A montanha-russa no Rock in Rio vale muito a experiência

Agora precisamos falar de uma atração que não envolve guitarra, bateria ou microfone.
A montanha-russa.
Sim, fomos.
E vale muito a pena.
No meio da Cidade do Rock existe algo curioso em estar dentro de uma montanha-russa enquanto, ao redor, acontece um dos maiores festivais de música do planeta. A combinação de velocidade, altura, luzes e toda a atmosfera do evento transforma uma atração que já seria divertida normalmente em uma experiência completamente diferente.
Para quem pretende aproveitar a montanha-russa ou outras atrações semelhantes nos próximos dias, porém, fica uma dica importante baseada no que fizemos:
Chegue cedo e utilize o aplicativo oficial do Rock in Rio para tentar realizar o agendamento. O aplicativo oficial do festival já reúne horários, mapa, experiências e outras informações para quem vai à Cidade do Rock.
Afinal, quanto mais o festival enche, mais difícil fica encaixar essas experiências entre um show e outro. Além disso, ninguém quer descobrir que o horário da atração coincide justamente com aquela banda que esperou meses para assistir.
3 Corações acerta ao transformar café em experiência
Entre as ativações que realmente chamaram nossa atenção de forma positiva esteve a da 3 Corações.
A proposta era simples, fácil de entender e, principalmente, útil para quem iria passar muitas horas circulando pela Cidade do Rock: o público podia comprar o copo da marca e, a partir daí, tinha direito a café ilimitado durante todo o dia.
Na prática, bastava voltar ao espaço para reabastecer. E em um festival que exige disposição para caminhar, enfrentar filas e atravessar horas de programação, a ideia funcionou muito bem.
Mais do que oferecer apenas um brinde, a 3 Corações criou uma ativação que acompanhava o público ao longo de toda a experiência. O copo deixava de ser apenas uma lembrança e passava a ter utilidade real durante o evento.
É justamente esse tipo de ação que mostra como uma marca pode se inserir no festival sem transformar tudo em uma disputa frustrante.
Enquanto algumas ativações exigiam longas esperas e ainda deixavam dúvidas sobre o que seria entregue no final, a proposta do café infinito era direta: você comprava o copo e podia abastecer quantas vezes quisesse ao longo do dia.
Simples, funcional e muito bem pensada.
O outro lado da experiência: a interminável caça aos brindes
Se os palcos foram o grande ponto positivo do primeiro dia, as ativações das marcas revelaram uma experiência bem mais complicada. E aqui está provavelmente nossa maior crítica ao festival nesta primeira visita de 2026.
As filas estavam enormes.
O Rock in Rio reúne nesta edição mais de 100 ativações de marcas e a previsão é que aproximadamente 1 milhão de brindes sejam distribuídos durante os sete dias de festival. Com itens como minicâmeras digitais, bolsas, acessórios e outros produtos exclusivos circulando pelas redes sociais antes mesmo da abertura dos portões, os brindes acabaram se tornando uma atração paralela.
O problema é que a procura atingiu proporções gigantescas. Em algumas ativações, entrar na fila significava assumir o risco de perder uma parte considerável do festival.
O problema era esperar muito sem saber exatamente o que seria possível ganhar. Por outro lado, o tamanho das filas não foi nosso único problema.
Em nossa experiência, algumas ativações não deixavam suficientemente claro desde o início como funcionava a dinâmica necessária para conquistar os principais brindes. Isso muda completamente a percepção de quem está esperando.
Imagine dedicar uma ou até mais horas do seu dia, deixar de conhecer outros espaços ou correr o risco de perder parte de um show para, somente quando chegar ao final da fila, descobrir que determinado brinde acabou, que a dinâmica foi encerrada ou que participar da ação não significa necessariamente ganhar aquilo que você imaginava.
Em alguns casos, a sensação era de que depois de tanto tempo esperando você poderia sair sem absolutamente nada, nem um mísero adesivo para contar a história.
E isso gera frustração.
Não porque todo mundo necessariamente precise receber o brinde mais valioso de uma ativação. A questão é outra: informação clara antes de entrar na fila permite que cada pessoa decida se aquela espera vale ou não seu tempo.
Brindes viraram uma atração dentro do próprio festival
É interessante perceber como o comportamento do público mudou.
Antes mesmo do Rock in Rio começar, vídeos e publicações nas redes sociais já mostravam quais seriam os brindes mais desejados. Dessa forma, muita gente chegou à Cidade do Rock com uma verdadeira lista de prioridades.
As minicâmeras digitais estão entre os objetos mais cobiçados. Além delas, bolsas, acessórios, itens colecionáveis, produtos de beleza e eletrônicos aparecem entre as recompensas oferecidas pelas marcas.
Existem ações de empresas como Coca-Cola, C&A, Seara, Trident e 3 Corações, entre dezenas de outras espalhadas pelo festival.
Consequentemente, criou-se uma espécie de segunda programação dentro do Rock in Rio. Enquanto algumas pessoas correm para conseguir um bom lugar na frente do palco, outras literalmente correm para entrar primeiro na fila de determinada marca.
A pergunta que fica é: quanto do seu Rock in Rio você está disposto a trocar por um brinde?
Depois do primeiro dia, nossa recomendação é simples: escolha muito bem.
Então, vale a pena?
Muito.
Apesar das críticas às filas e à comunicação de algumas ativações, nossa experiência geral no primeiro dia do Rock in Rio 2026 foi extremamente positiva.
Os shows foram excelentes, a estrutura impressionou, a pontualidade funcionou e existe uma quantidade gigantesca de coisas para fazer dentro da Cidade do Rock.
Talvez até coisas demais para apenas um dia. E esse é justamente o ponto.
O melhor Rock in Rio provavelmente não é aquele em que você tenta fazer absolutamente tudo. É aquele em que você define suas prioridades.
- Quer assistir aos principais shows? Organize seus horários.
- Quer andar de montanha-russa? Chegue cedo e fique atento aos agendamentos pelo aplicativo.
- Quer caçar brindes? Pesquise antes quais realmente interessam e pense duas vezes antes de gastar horas em uma única fila.
Quer aproveitar ativações que entregam algo durante todo o dia? Experiências como a da 3 Corações mostram que também existem opções que podem realmente acompanhar sua jornada pelo festival.
Porque, no final das contas, nenhum chaveiro, bolsa ou minicâmera vale perder aquele show que talvez demore anos para acontecer novamente.
Primeiro dia aprovado
O saldo da estreia, portanto, foi positivo.
O Rock in Rio 2026 começou grande, com uma noite que mostrou diferentes gerações do rock dividindo a mesma Cidade do Rock.
Capital Inicial e Dado Villa-Lobos trouxeram memória e emoção. Rise Against e The Hives mantiveram as guitarras em alta. Foo Fighters encerrou a noite mostrando por que continua ocupando o topo dos maiores festivais do planeta.
Do lado de fora dos palcos, vivemos a adrenalina da montanha-russa, caminhamos quilômetros pela Cidade do Rock, encontramos ativações muito bem pensadas, como a do café infinito da 3 Corações e descobrimos que conseguir determinados brindes pode exigir quase tanta resistência quanto passar um dia inteiro em um festival.
Shows incríveis, organização impecável, atrações divertidas, boas experiências de marca e filas que definitivamente poderiam ser melhores.
Foi apenas o primeiro dia. E se a estreia já entregou tudo isso, o Rock in Rio 2026 ainda promete muita história pela frente.
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