Dolly Parton, lenda da música country, morre aos 80 anos

Dolly Parton, lenda da música country, morre aos 80 anos
Foto: Carnegie de Filantropia
Cantora, compositora, atriz e filantropa deixa legado marcado por sucessos como “Jolene” e “I Will Always Love You”

Dolly Parton morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos. A morte da cantora, compositora, atriz e filantropa foi anunciada pela família da artista em suas redes sociais. A causa não foi divulgada, e uma cerimônia privada será realizada para familiares próximos.

Nascida no Tennessee, nos Estados Unidos, Parton construiu uma carreira que atravessou gerações e ultrapassou as fronteiras da música country. Autora de canções como “Jolene”, “I Will Always Love You” e “Coat of Many Colors”, ela vendeu mais de 100 milhões de discos e escreveu cerca de 3 mil músicas ao longo da carreira.

De uma infância humilde a uma carreira histórica

Dolly Parton cresceu em uma família numerosa e de poucos recursos nas montanhas do Tennessee. Suas experiências durante a infância acabariam influenciando algumas de suas composições mais conhecidas.

A artista começou a se apresentar profissionalmente ainda adolescente e chegou ao Grand Ole Opry aos 13 anos. Seu primeiro contrato com uma gravadora veio em 1962, dando início a uma trajetória que posteriormente ultrapassaria seis décadas.

Ao longo da carreira, Parton escreveu cerca de 3 mil músicas e vendeu mais de 100 milhões de discos em todo o mundo.

“Jolene” e “I Will Always Love You” atravessaram gerações

Entre seus maiores sucessos estão “Jolene”, “9 to 5” e “Coat of Many Colors”.

Entre suas composições mais conhecidas também está “I Will Always Love You”, gravada originalmente pela própria Parton. Décadas depois, a versão de Whitney Houston para a trilha sonora de O Guarda-Costas transformou a música em um fenômeno mundial e apresentou a composição a uma nova geração.

A própria Parton construiu uma reputação como compositora que ultrapassava gêneros e gerações. Sua capacidade de transformar experiências pessoais em canções universais foi um dos elementos que ajudaram a consolidar seu legado.

Dolly também conquistou Hollywood

A relação de Parton com o entretenimento não ficou restrita à música. A artista também construiu uma carreira no cinema, com destaque para “Como Eliminar seu Chefe” (9 to 5), além de participações em filmes como “Flores de Aço” (Steel Magnolias).

Sua presença nas telas ampliou sua atuação na cultura pop e fez com que seu trabalho alcançasse públicos além da música country.

Dolly Parton também se destacou pelo trabalho filantrópico. A artista criou a Imagination Library, programa dedicado à promoção da leitura infantil que distribuiu livros para crianças em diferentes países. Sua atuação filantrópica também incluiu apoio à pesquisa de vacinas contra a Covid-19 e auxílio a comunidades afetadas por incêndios florestais.

Em 2020, Parton doou US$ 1 milhão para pesquisas relacionadas à vacina contra a Covid-19, outro exemplo da dimensão de sua atuação para além da indústria do entretenimento.

Um legado que atravessou gerações

Ao longo da carreira, Dolly Parton recebeu alguns dos principais reconhecimentos da indústria musical, incluindo 11 prêmios Grammy, além de sua entrada no Rock & Roll Hall of Fame.

Os números, porém, contam apenas parte de uma trajetória que ultrapassou a música country. Parton chegou ao cinema, à televisão e à filantropia enquanto suas composições continuaram encontrando novas gerações de artistas e ouvintes.

Sua morte encerra uma carreira iniciada ainda na juventude nas montanhas do Tennessee e que transformou Dolly Parton em uma das figuras mais reconhecidas da música americana.

Homenagens à artista começaram a ser publicadas após o anúncio de sua morte nesta terça-feira.

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